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Textos do Blog

O reducionismo das questões ambientais





Por Wosley Nogueira - 07/10/2013*


 


Em tempos de manifestações e ocupações do Parque do Cocó, me lembrei de um evento ocorrido em 2009, a Conferência de Copenhague - COP15, aclamada por quase todos como um evento histórico, que tinha como um dos principais objetivos redirecionarem o rumo da sociedade global em sua relação com o planeta, apresentando diretrizes para uma nova economia, centradas quase que exclusivamente na redução de emissões dos gases de efeito estufa. Bem, é essa visão reducionista da questão ambiental que me faz acreditar que não haverá, efetivamente, um acordo ou tratado capaz de apontar um futuro mais saudável para os próximos 15 ou 20 anos.


Esta tendência a reduzir o problema ambiental a uma questão técnica ou econômica, completamente desvinculado de outras ponderações, turva a nossa capacidade de avaliação crítica e multidisciplinar da temática, além de deformar, transformando em algo simples um assunto de grande complexidade. Não considerar nessa discussão os aspectos políticos, culturais, sociais e ecológicos é limitar a possibilidade de refletir e definitivamente apresentar diretrizes que apontem para um cenário menos dramático que o atual.


Vamos fazer o seguinte exercício, como propõe alguns autores: Tente desconsiderar o fato de que as inúmeras questões ambientais são produtos de um modelo de organização geral da sociedade, que contempla decisões político-econômicas e culturais entre as várias opções possíveis. Então, desenhar um modelo de sociedade envolve múltiplos interesses e implica num jogo de forças sobre a interpretação de sociedade que se quer apresentar e uma dominação sobre os demais grupos que aspiram ao poder. Nesse sentido, os problemas ambientais são antes de tudo uma questão política e, conseqüentemente, econômica, cultural, social e técnica. Não é possível negar uma dimensão técnica ou econômica, mas, esta é precedida e, condicionada por razões políticas e sociais e não o contrário, como pretendem nos apresentar à problemática. Desta forma, desvia-se dos reais motivos do problema, invertendo a ordem entre meios e fins, atribuindo um poder excessivo à técnica e aos técnicos - promovendo o império da tecnocracia - e afastando os cidadãos da possibilidade de participar da solução de seus próprios problemas. É por isso, por exemplo, que não percebo ONGs com discursos ecoando em todos os cantos da cidade, as manifestações que acontecem nas ruas são reprimidas pela polícia e as soluções apresentadas querem atropelar o rito processual do qual o ente público é obrigado a cumprir.


Só para deixar claro, não se quer aqui, defender o radicalismo pregado por alguns ambientalistas, que em alguns casos dão excessiva atenção aos efeitos aparentes do problema ambiental sem questionar as causas profundas. Em outros casos, reduz a discussão a um problema estritamente ecológico, evocando indiscriminadamente a ecologia como a cura para todos os males, como se os homens tivessem sido excluídos da natureza, fosse um ente externo. Essa visão também é reducionista, pois implica em perder a visão sistêmica da realidade que, compreende a vida e a questão ambiental como um campo relacional, um todo integrado, onde todas as partes se comunicam entre si e com a totalidade.


Enfim, para não tornar a exposição muito enfadonha, o que se quer nesta discussão é problematizar as visões reducionistas deste tema e outras questões ambientais, permitindo a reflexão das múltiplas possibilidades de visões sobre o assunto e alertar para uma leitura crítica dos inúmeros debates que surgem na mídia, inclusive redes sociais, que ingênua ou astuciosamente, tentam se impor como verdades inquestionáveis.


* Wosley Nogueira é Assessor Técnico do Instituto Sinergia Social. E-mail: wosleynogueira@gmail.com.br







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